O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dom Feliciano, Enio Maciejewski, participou, nesta quarta (7/02), das 12h30min às 13h, do informativo da Prefeitura Hora do Município, na Rádio Comunitária Integração. ?Louvo a iniciativa do executivo de reunir todas as entidades para ver o tamanho do dano?, disse o Presidente sobre a estiagem que acontece no Município. ?Temos que solicitar a Defesa Civil para fazer levantamento bem feito, porque assim algum ressarcimento vem para o agricultor, inclusive houve ano em que não pagamos a semente, o que já é um meio de amenizar os prejuízos?. Segundo ele, a estiagem abrangia somente região sul e Cavadeira, ?mas não era tão intensa?. ?De uns quatro, cinco dias para cá o problema se agravou ? açudes secam, peixes morrem, águas de bebedouro secam também – está complicada a situação?.Maciejewski constata que hoje há lavouras de milho com 100% de perda. Ontem (06/02) esteve em reunião na Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul ? FETAG, Regional Camaquã, aonde trataram deste problema que atinge outros municípios igualmente. ?Inclusive atinge a lavoura fumageira?, disse. ?Estamos à disposição do poder público para que se decrete emergência?, considerou, orientando que os produtores e produtoras que lançaram mão do milho financiado pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária – PROAGRO, procure o Banco do Brasil.MonitoramentoA Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente, juntamente com a EMATER/ASCAR vinha fazendo monitoramento da situação. ?Vemos que a cada dia se agrava?, disse o Secretário Marco Tyska, que também participou do programa de rádio, nesta quarta. Ele calcula que em torno de 90% do município já foi atingido. ?Estamos fazendo avaliações das perdas, abrindo poços de água para animais, cacimbas para consumo humano e, com a EMATER/ASCAR, fontes protegidas?, garantiu. ?Tentamos, com duas equipes, dar conta da demanda?.Desde o ano passado, a Secretaria vem construindo açudes e recuperando poços artesianos coletivos ? cinco. Agora tratam de reativar mais dois que estavam desativados. ?Esta seca é maior que a de 2007?, lamenta.