A direção do Hospital São José encaminhou a enfermeira responsável técnica Rosane Ostrowski, a técnica de enfermagem Patrícia Rauber e o motorista Sidney Dummer para Curso do SAMU, em Porto Alegre. O curso tem 200 horas/aula e é destinado a profissionais de dez cidades da 2ª Coordenadoria Regional de Saúde do Estado. A programação teve início nesta segunda-feira, 1º, na avenida Ipiranga, 3501. Participaram profissionais das cidades de Camaquã, Tapes, Dom Feliciano, Butiá, Guaíba, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão e Porto Alegre.Serão abordados temas voltados ao trabalho diário das equipes, como trauma, psiquiatria, obstetrícia, área clínica e demais questões do atendimento pré-hospitalar. ?A área de trauma, por exemplo, contempla assuntos como traumatismo cranioencefálico, trauma de tórax, abdominal e extremidades?, explica a coordenadora do Núcleo de Educação Permanente do Samu POA, enfermeira Dinorá Cenci.Já a parte de doenças cardíacas trata de temas como parada cardiorrespiratória, avaliação clínica e uso do desfibrilador. A ideia é abordar todos os assuntos que integram o trabalho diário das equipes. A programação inclui aulas teóricas e práticas e ocorrerá de abril a setembro, sempre nas segundas-feiras. A maior parte dos participantes é de enfermeiros e técnicos de enfermagem responsáveis pelas equipes nos municípios onde atuam, tornando-se multiplicadores das informações.?Teremos laboratório de simulação realística, em que uma equipe simula atendimento na sala de práticas e o restante do grupo acompanha em outra sala, com discussão dos atendimentos?, conta Dinorá.O coordenador médico do Samu RS, Jimmy Herrera, comenta que a essência do curso é a sistematização e a padronização das condutas. ?Quando as equipes estão na rua, elas são os olhos tanto da regulação médica quanto de enfermagem. Precisam informar o que veem no atendimento de forma adequada e perceber informações importantes no relato do caso?, diz Herrera.Outro objetivo, conforme o médico, é a atualização e a sedimentação do conhecimento, para que a conduta passada pelo médico à equipe seja a mais adequada e rápida. ?É uma engrenagem na qual as equipes de atendimento informam ao médico regulador o que está acontecendo, mas, para isso, eles precisam saber o que observar, avaliando os pacientes de modo qualificado, dentro da mesma sistemática. Só com a padronização podemos chegar a uma conduta adequada a todos os pacientes?, avalia.A coordenadora de Enfermagem do Samu RS, Andréa Pinheiro, diz que o curso é importante para a capacitação das equipes assistenciais. ?Somos uma equipe única de enfermeiros, médicos, condutores, técnicos de enfermagem, e devemos falar a mesma linguagem, tendo um olhar diferenciado para passar as informações com clareza ao médico regulador?, afirma.(fonte: felipevieira.com.br )