Secretaria de Educação alia preparação profissional a EJA

A EJA – Educação de Jovens e Adultos, é ofertada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Catulino Pereira da Rosa, a partir dos 15 anos, conforme normativas que amparam o ingresso de estudantes. Atualmente frequentam a modalidade 63 alunos que usufruem também da oferta do curso profissionalizante de Assistente Administrativo, oferecido através de parceria entre Prefeitura/Secretaria de Educação e SENAC – Serviço Nacional de Aprendizem Comercial. “O Curso ofertado visa fortalecer o envolvimento dos alunos, contribuído no processo de ensino aprendizagem”, explica a Secretária de Educação, Janete Balzareck. “Estimula o aperfeiçoamento pessoal e profissional e proporciona formação inicial profissionalizante através de aulas/módulos ministrados por professores especializados na área”. A oferta do curso profissionalizante na modalidade EJA é, segundo a Secretária, “a afirmação do compromisso da gestão municipal com a educação pública, oportunizando meios de crescimento e desenvolvimento profissional”.
Os protagonistas
A clientela da EJA é constituída por pessoas que não conseguiram concluir o Ensino Fundamental na idade certa, principalmente mulheres – são 5 bilhões de brasileiras, conforme Ministério da Cidadania e Direitos Humanos, que deixaram sua formação para ajudar os pais ou cuidar de suas famílias e afazeres da casa. Sandra Gama, 41 anos, e Ozana Martins, 31 anos, protagonizam a premissa de que nunca é tarde para aprender: o direito à educação é clausula pétrea da Constitução Brasileira , estendido a todos e todas.
Sandra conta que cedo os pais a tiraram da escola – com cerca de 12 anos, para ajudar nas tarefas da casa e cuidar dos irmãos. O esforço para concluir os estudos é grande. Sofreu algumas interrupções por não ter com quem deixar uma das duas filhas e, outras vezes, por dificuldade de transporte. Durante a pandemia, com a oportunidade de fazer aulas online, era assídua, “buscava as tarefas e entregava tudo certinho”, diz a vice-diretora da Escola, Eorides Ribeiro. Sandra, como tantos que passam pela EJA de Dom Feliciano e que seguem carreiras profissionais como fisioterapeutas, professores de Educação Física, Pedagogos, técnicos de enfermagem, pretende seguir os estudos.
Ozana, casada, e mãe de uma menina de seis anos, ao ir na Escola para fazer matrícula da filha, foi convidada a frequentar a EJA. Ela parou os estudos com 14 anos para ajudar a família na lavoura. “Não tive escolha”, diz. “Estou aqui para ter um currículo melhor”. O retorno aos estudos já lhe rendeu uma nova oportunidade de trabalho, que concilia às tarefas domésticas, o bom desempenho nos estudos e a venda de algodão doce para festas de aniversário – whatsapp 51 997634249. Este ano, participa da prova do Encceja, cujas inscrições vão até dois de junho.
Ezequias Ribeiro, 16 anos, aumentou o rendimento escolar, desde que começou a frequentar a EJA. “Ele tinha muita preocupação em ajudar a família, não se concentrava nos estudos”, observa Eorides. Desde a EJA, com a oportunidade de estudar à noite, conseguiu um estágio no comércio local e leva a vida estudantil de forma mais tranquila. “Agora posso ajudar minha família e comprar as coisas que quero, outro dia comprei um casaco do Grêmio”, conta satisfeito.
Ezequias Ribeiro
Sandra Gama
Ozana Martins