Safra de pepinos fecha em 11 toneladas

A produção de pepinos encaminhada para Tupandi ? Indústria de pepinos Bom Princípio, este ano, foi de 11 toneladas, fora o que os produtores e produtoras comercializaram em mercados regionais. O transporte ? desde a propriedade até a Indústria, é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente, que também produz as mudas. A estiagem que prejudicou grande parte das culturas no município não atingiu a produção das quatro famílias produtoras de pepinos do município, que utilizam o sistema de irrigação por gotejamento. Os agricultores e agricultoras deram início agora na colheita da safrinha e têm expectativa de bons resultados ? 3,0 kg por pé plantado.A família do produtor Ivo Dostatny, 50 anos, morador da Linha Assis Brasil, iniciou toda produção à campo em 2012, hoje cultiva a safrinha em estufas ? três, e planeja mais duas para morangos e tomates orgânicos. A água utilizada é aproveitada das calhas das construções da propriedade que seguem para uma cisterna. “Com a estiagem chegou a faltar água, mas deu uma chuva e se reestabeleceu?, conta.  ?É uma água mais limpa que do arroio, que traz junto  herbicidas e fungicidas das lavouras dos arredores?.  Ivo utiliza somente o adubo químico na produção de pepinos, evitando utilizar o kit tecnológico (venenos) que é substituído por produtos naturais. ?Pode comer direto do pé?, diz ele.Na safra colheram 4,5 toneladas de pepinos, de 2,5 mil pés. Na safrinha, produzida na estufa, pretende colher 3 kg por pé, dos 2 mil plantados. Além de enviar a produção para Tupandi, fornece para a COOPACS – Cooperativa Agropecuária Centro-Sul, que redistribui mercados locais e região e PNAE ? Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ele compara a produção de fumo, ?o pepino dá 3 kg por pé a R$ 2,3 o quilo, e o fumo uma média de R$ 1,5?. ?Dá mais lucro que o fumo?, garante.São em média 40 dias de colheita ? uma diária, no início, e duas no pico da colheita, já que os pepinos são mais cotados até 8 cm, já que são aproveitados para conservas. ?Não há domingo, nem feriado, o produtor que plantar, tem que saber isso?. É pensando, principalmente, no bem estar da família, que vêm decidindo por estufas. ?A radiação está muito alta e não queremos correr o risco de pegar problemas de pele?, diz.Novos caminhos na produção familiarA família tem optado pela produção orgânica, inclusive agenda visitas de escolas da região, através do telefone 9 97156738, para visitações e troca de saberes. ?As crianças e professores fazem compras direto da terra, conhecem as nascentes da propriedade e trilhas no mato?, diz orgulhoso. O próximo passo deles ? e já encaminharam projeto, que depende de licenciamento ? é um aviário ecológico, em que as galinhas são criadas soltas e se alimentam de sobras da produção não-transgênica. O projeto tem acompanhamento da EMATER/ASCAR e prevê 200 aves de postura.Logo, ele contará também, além da esposa Maria Inês, com a parceria do filho Mauro e a nora, que retornaram da área urbana, para, no futuro, abrirem uma indústria de conservas ? ?daqui 2,3 anos? planeja. Ele iniciou a fazer mudas de Pitaya, além das produções de hortifrúti tradicionais, por indicação de produtores e produtoras de Novo Hamburgo, dos quais ganhou algumas mudas. A fruta é originária do México e de países da América Central e é derivada da florescência de algumas espécies de cactos. ?Dá para fazer suco, sorvete e tem colocação garantida no mercado, somente o investimento por área é muito alto?, observa.