Festividades da padroeira foram intensas e participativas

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De 8 a 15 de agosto, aconteceram diversas atividades em comemoração à padroeira do Município, Nossa Senhora de Czestochowa. A Festa, no dia 15, reuniu grande público desde a procissão de automóveis, que aconteceu com o apoio do Jeep Club  e Moto Clube de Dom Feliciano. A missa festiva foi celebrada pelo Bispo da Diocese de Santa Cruz, Dom Aloisio Dilli, e, às 12 h, aconteceu almoço no Salão Paroquial, e duas bandas alegraram a tarde:  Som do Rio Grande e Mocidade. Este ano, o casal festeiro foi Jair Plácido e Cacilda Kober.A primeira atividade, oito e nove de agosto, foi o Seminário de Educação Continuada, cujas palestras orbitaram em torno do tema  “Afetividade e Desenvolvimento de Habilidades”, no Salão Paroquial. Seis palestrantes compuseram a programação: escritor infanto-juvenil João Pedro Pedro Roriz, a mestre em educação Jane Haddad, professor Israel Boniek e as coaches Tamara Bitencourt, Kiona Ames e Carmem Dutra. Alunos e alunas das escolas João Cândido e de turno integral Padre Vieira fizeram apresentações culturais gauchescas de dança e declamação. A composição dos lanches servidos também contou com a participação das merendeiras das escolas da rede municipal. Na abertura compuseram a mesa o prefeito Clenio Boeira, o Secretario de Educação, Cultura e Esportes, Renato Soares, a Secretária Adjunta de Educação, Janete Balczarek, e a Presidente do Conselho Municipal de Educação, Lisiane Couto.Diversidade agroecológicaEm 13 de agosto,foi realizada festa de diversidade, no Salão Paroquial, com troca-troca de sementes crioulas e mudas, oficina de Caldas Orgânicas para tratamentos de plantas, nos horários das 9h e 14h, abordagens sobre plantas companheiras e indicadoras e distribuição de fichas agroecológicas. As ações foram promovidas pela EMATER/RS-Ascar Dom Feliciano e fazem parte das comemorações da Festa de Nossa Senhora Czestochowa.  Já a Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável distribuirá até às 17h, cerca de 60 mil mudas de hortifrúti ? tomate, cebola, alface, beterraba, couve flor, brócolis, beterraba, entre outras, e, ainda, mudas de árvores nativas e flores.O agricultor Paulo Wroblski veio de Picada Grande, cerca de 20 km da sede, para participar do troca-troca de sementes e oficina de Caldas Orgânicas para tratamentos de plantas, promovido pela EMATER/ASCAR Dom Feliciano. A oficina também acontecerá à tarde, às 14h. Paulo partilhou sementes do milho de suco, do qual é multiplicador. ?De poucos grãos, mesmo com toda esta seca que atrapalhou, eu consegui fazer uns 40 kg?, diz. ?Rende 50% de farinha – muito bom este milho?. Ele é sócio da COOPACS ? Cooperativa de Agricultores Centro Sul, fornecendo hortigranjeiros para os programas institucionais federais PAA ? Programa de Aquisição de Alimentos, e PNAE ? Programa Nacional de Alimentação Escolar.Conforme o técnico da EMATER, Eduardo Mesquita, a finalidade dos encontros de sementes crioulas é ?esta troca, visando o aumento da diversidade local?. ?Temos vários guardiões de sementes no Município ? isso aumenta nossa comida, além de ser uma moeda nossa, por isso fazemos este trabalho para que a prática se reproduza entre os produtores e produtoras?, considera. O casal Acilon e Leonarda Pereira, da Linha Laurentino, partilhou feijão branco, batata caramuela ? própria para batata palito, que chega ao peso de meio quilo cada unidade, e feijão-mucuna, utilizado como adubo verde. E, Zeno Zalewski levou algumas variedades para casa e partilhou sementes de maracujá para doce, cuja fruta é de tamanho maior que o tradicional feijão chicho.

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