26 de Maio de 2018

Prefeitura Municipal de Dom Feliciano

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“De uns quatro, cinco dias para cá o problema se agravou”, disse Maciejewski

08 de Fevereiro de 2018
O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dom Feliciano, Enio Maciejewski, participou, nesta quarta (7/02), das 12h30min às 13h, do informativo da Prefeitura Hora do Município, na Rádio Comunitária Integração. “Louvo a iniciativa do executivo de reunir todas as entidades para ver o tamanho do dano”, disse o Presidente sobre a estiagem que acontece no Município. “Temos que solicitar a Defesa Civil para fazer levantamento bem feito, porque assim algum ressarcimento vem para o agricultor, inclusive houve ano em que não pagamos a semente, o que já é um meio de amenizar os prejuízos”. Segundo ele, a estiagem abrangia somente região sul e Cavadeira, “mas não era tão intensa”. “De uns quatro, cinco dias para cá o problema se agravou – açudes secam, peixes morrem, águas de bebedouro secam também - está complicada a situação”.
Maciejewski constata que hoje há lavouras de milho com 100% de perda. Ontem (06/02) esteve em reunião na Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul – FETAG, Regional Camaquã, aonde trataram deste problema que atinge outros municípios igualmente. “Inclusive atinge a lavoura fumageira”, disse. “Estamos à disposição do poder público para que se decrete emergência”, considerou, orientando que os produtores e produtoras que lançaram mão do milho financiado pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária - PROAGRO, procure o Banco do Brasil.
Monitoramento
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente, juntamente com a EMATER/ASCAR vinha fazendo monitoramento da situação. “Vemos que a cada dia se agrava”, disse o Secretário Marco Tyska, que também participou do programa de rádio, nesta quarta. Ele calcula que em torno de 90% do município já foi atingido. “Estamos fazendo avaliações das perdas, abrindo poços de água para animais, cacimbas para consumo humano e, com a EMATER/ASCAR, fontes protegidas”, garantiu. “Tentamos, com duas equipes, dar conta da demanda”.
Desde o ano passado, a Secretaria vem construindo açudes e recuperando poços artesianos coletivos – cinco. Agora tratam de reativar mais dois que estavam desativados. “Esta seca é maior que a de 2007”, lamenta.