19 de Julho de 2018

Prefeitura Municipal de Dom Feliciano

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Mutirão acontece para fontes protegidas

30 de Janeiro de 2018
“A demanda por fontes protegidas é grande no município, principalmente nesta época – devido à seca”, diz o Secretario de Desenvolvimento Rural, Marco Tyska. A Secretaria, juntamente com a EMATER/ASCAR realiza mutirão para construção de fontes. Antes, porém, fazem análise da água com a parceria da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde. Este ano, já foram beneficiadas famílias da Cavadeira, Herval e Assis Brasil.
A água, no município, é constantemente monitorada, tanto na área rural, quanto urbana – mesmo a tratada pela CORSAN. Vera Lúcia Markowski é a responsável pela Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde e pelo Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano - Vigiagua, implantado no município, através dos quais são enviadas amostras mensais de para análise no Laboratório Central do Estado do RS – LACEN. “Qualquer cidadão pode solicitar análise de água na Secretaria”, diz Vera. “Para as fontes protegidas são feitas análises antes, porque, mesmo uma fonte natural, como já aconteceu em locais como Remanso e Faxinal, pode haver excesso de flúor, o que inviabiliza o consumo”.
Estrutura da CORSAN está defasada
Em março de 2017, uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com membros do Conselho do Meio Ambiente, fez visita para analisar a situação das instalações da CORSAN em Dom Feliciano. Foram detectados diversos pontos críticos, relatados em ofício, e encaminhado à gerência da CORSAN em Camaquã e gerência estadual. As instalações da Estação de Tratamento são as mesmas desde 1981 - na época, possuía 250 ligações e, atualmente, em torno de 1.250.
Na área rural não há água tratada pela CORSAN, por isso a Secretaria de Saúde distribui tosadores de cloro para eliminação de bactérias de águas naturais sem tratamento. “Vemos muitos poços precários no interior”, alerta Vera. “Muitas fontes de água natural são também contaminadas por diversos motivos: animais domésticos e silvestres, esgoto das residências, chiqueiros ou lavouras próximas.” Conforme ela, o ideal é que 30 m no entorno da fonte haja mata ciliar e nenhum tipo atividade que possa ser motivo de contaminação. “Todos temos que investir na qualidade da água, porque está diretamente vinculada à saúde da população”.
As fontes coletivas – de escolas, associações, tem tratamento com a adição de cloro. A Secretaria realiza análises, orienta a adição de cloro e monitora periodicamente. Ela alerta que somente o filtro não basta – “tira as impurezas, mas não acaba com as bactérias”. “É necessário a adição do cloro”, recomenda. A Secretaria também fornece através das unidades de saúde, para as famílias, o hipoclorito de sódio, quando relatado algum problema vômito ou diarreia. “A dosagem tem que ser correta, caso contrário também acaba fazendo mal”, observa.
Segundo ela, os poços chamados profundos, de 20, 30 metros, geralmente possuem bactérias, enquanto os chamados artesianos – com mais de 50 m de profundidade, dificilmente apresentam contaminação. Alerta ainda para a perfuração destes poços que deve ser feita por empresa especializada para que não haja risco de contaminação do lençol freático.