17 de Outubro de 2018

Prefeitura Municipal de Dom Feliciano

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Mais Médicos ampliará atendimentos em atenção básica

19 de Janeiro de 2018

A Secretaria de Saúde está solicitando, junto ao Governo Federal, mais um profissional do programa Mais Médicos para o ESF - Estratégia de Saúde da Família, da Vila Fátima. Desta forma, a Secretaria terá três equipes completas com médicos 40 horas, ampliando a cobertura de atenção básica em saúde que teve redução drástica de 2012 para cá – de 73% para 24%. “Conseguimos ampliar a cobertura para 48%, a partir do início de 2017, quando assumimos”, diz o Secretário de Saúde, Renato Soares.

A médica cubana Yadira Pino Morales, 39 anos, está há um ano e meio em Dom Feliciano e atende no ESF da localidade de Santa Rita, a 17 km da sede. Veio para cá, através do Mais Médicos. Segundo Renato, “o trabalho das médicas dos ESFs é muito importante”. “Estão junto das comunidades e contemplam a carência que tínhamos de profissionais que se dispusessem a trabalhar nas comunidades rurais”.

O atendimento das cubanas

“Recebi muito apoio desde o início”, diz Morales. “É muito bom para o médico esta afetividade das pessoas, grande parte em situação de vulnerabilidade”. Segundo ela, uma das prerrogativas de todo médico cubano é tratar o todo do paciente, incluindo aí visitas às moradias.

Morales conta que, em Cuba, há grande número de médicos comunitários – “quase que um para cada quadra”. “Lá a medicina está mais próxima das pessoas”.  Cuba possui um dos sistemas de atenção primária em saúde mais proativos do mundo, aliada à prioridade dada à medicina preventiva e ao investimento destinado ao setor: 10,57% do PIB em 2015, muito acima de países como Estados Unidos, Alemanha, França e Espanha.

Morales ressalta que lá não há, muitas vezes, a estrutura oferecida nas unidades de saúde da família do Brasil, considerando que a maior dificuldade aqui é na demora nos resultados, quando os pacientes são encaminhados para exames ou especialistas, devido a grande demanda. “Esta demora vai contra o processo de tratamento”, observa.

Já a cubana Bárbara Vitallia Leon  Sanches, 42, está no Brasil há quatro anos, permanecendo em Dom Feliciano há seis meses - atende no ESF do Faxinal, 25 km da sede. Ficou um tempo em Porto Alegre, trabalhando na periferia. Considera que o acompanhamento nas visitas domiciliares é bem diferente, principalmente, devido às distâncias. “Mesmo as doenças não se apresentam da mesma forma”, diz.  “Aqui atendemos todo tipo de emergência, e o atendimento é mais rápido”. Observa também que na capital o contato com as pessoas é mais instável – “aqui há pessoas que moram desde que nasceram no mesmo lugar”.  Concorda com a colega Morales com relação ao acolhimento dos pacientes, “são mais queridos e próximos”.

Sanches explica que em Cuba a prática acontece desde o primeiro ano da faculdade. “Nosso estudo não é para entrar na doença, mas nas pessoas, dentro das comunidades”, conta. Segundo ela, são estimulados para despertarem interesse aonde o paciente trabalha e mora, com reforço na comunicação. “Há muita tecnologia de ponta lá que não temos acesso, mas em contrapartida temos este foco na pessoa, onde atua, e isto é muito importante”.